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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Mais máscaras

"Máscaras ocultam pessoas. Privam-nas de viver a dinâmica que a verdade proporciona, ou seja, levar o ser humano à posse do que se é e assim colocá-lo à disposição dos que estão ao seu lado"
-Quem me roubou de mim? - Pe. Fabio de Melo-

Acredito que estamos em época de safra de máscaras, e ainda das mais exóticas possíveis, tenho descoberto algumas bem legais, a parte interessantes delas é que não são muito versáteis, e se não se observar a troca não será possível perceber em que momento não há uma mascara, por isso valorizo os desleixados que se atrapalham nesta troca, são os que permitem aos que interessam ver que ali há um rosto verdadeiro segurando a mascara, mas o que vem me incomodando são as máscaras que caem e estão sobre outras que eu imaginava serem a verdadeira face, confesso que só estou reclamando devido a fatos recorrentes que vem acontecendo, e para não ficar só na reclamação das máscaras, saibam que as vezes mais vale uma bela mascara do que certos rostos, mas é lógico que o verdadeiro rosto tem o seu valor, mesmo não agradando, mas me valendo dos resquícios do meu positivismo prefiro pensar que certos rostos verdadeiros são na verdade máscaras, acredito que ai reside, a ultima parcela de mim que ainda acredita no potencial para o bem de certas pessoas.
Aqui faço um alerta, a vida na sociedade atual exige o uso de máscaras, mas penso nelas mais no âmbito de proteção do que agressão de nossas identidades. Como já disse meu kit de proteção esta sempre a disposição, assim como o verdadeiro rosto também esta a disposição de quem tiver estômago para suportar.

Navegando em minha espaçonave com quadro de passageiros ainda intacto no quadrante 19 da rota estelar 825.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Sequestro da Subjetividade

"Há pessoas que nos roubam...
Há pessoas que nos devolvem."

"O sequestrado perde a coragem de lutar por ele mesmo, mas aliena nas mãos de estranhos o poder de decidir o desfecho de sua existência"

-Quem me roubou de mim?- Pe. Fabio de Melo

Comecei a ler o 'Quem me roubou de mim?' ontem, e ao meu jeito achei-o interessante, o sequestro da subjetividade que é tema central do livro, mostra de maneira interessante o assunto de se perder, de não ser você, ele mostra a importância em afirmar a sua identidade, e também mostra o que pode acontecer quando acontece o sequestro dessa identidade, apesar de o livro tratar também de temas sociais e morais, o que mais me marcou foi o peso particular e pessoal que carrega quem não é a si mesmo, e aqui sem limitações preconceituosas, e digo, ser realmente você, algo natural, ou pelo menos se sentir verdadeiramente sendo você, sei que estou divagando sobre o assunto e apenas disparando duvidas sobre a identidades das pessoas, mas o que mais vejo são pessoas infelizes com o que fazem no dia a dia, não estou falando de desgostos do passado, mas desgostos com algo que esta em curso, sem querer realizar julgamentos, mas essas pessoas nem ao menos se organizam uma maneira de tirar proveito desse dia a dia, parecem fadadas a continuar assim, estariam as suas identidades sequestradas?
A minha foi devolvida ao longo dos anos com ajuda de algumas pessoas, agora guardo ela em local bem seguro, quando vou sair levo apenas um rascunho daquilo tudo, não posso perde-la denovo, por isso uso o rascunho, a máscara, na espaçonave e mantenho as doses em dia.

Estacionado no porto intergaláctico do quadrante 16 da rota estelar 825 à espera de passageiros.